Quinta-feira, 24 de Maio de 2007

Covelo - origem do nome

 

      Na freguesia de S.Veríssimo de Paranhos, Covelo é nome de quinta, de rua e de duas travessas que lhe são adjacentes. Para se descobrir a sua origem, houve necessidade de se recorrer a Horácio Marçal para se ler o seguinte:

«Quinta do Covelo - Esta riquíssima propriedade tem 90 000m2 de superfície e confina, pelo sul, com a Rua de Bolama; pelo poente, com a Rua de Faria Guimarães; pelo norte, com as escadas da Rua do Monte de S.João, e, pelo nascente, com as ruas do Monte de S.João e de Álvaro de Castelões.

      O fundador desta "Quinta", que se chamou do "Lindo Vale" e da "Bela Vista", foi um antigo capitão geral da cidade (por volta de 1720) e fidalgo da Casa Real de nome Pais de Andrade, que por sua morte deixara a duas filhas, que vieram a falecer em estado de solteiras.

      Destas, por compra, passou para o comerciante Manuel José do Covelo, de Amarante, residente na cidade do Porto, onde tinha dois grandes armazéns: um de sedas e outro de cereais, sendo este último no prédio onde actualmente se acha instalada a Companhia Vinícola, à Rua de Entreparedes.

      Logo que Manuel Covelo entrou na posse da propriedade, mandou-a aformosear e cultivar, chegando a produzir 40 pipas de bom vinho, além de muitos carros de cereal.

      Esta "Quinta", que depois tomou o nome do seu proprietário - Covelo - tinha uma boa nascente de água, mais tarde eliminada pelo desenvolvimento de construções e escavações que se fizeram à sua volta.

      O edifício primitivo, com sua capela anexa, presentemente em estado ruinoso, fazia frente para o caminho que veio a ter o nome de Viela do Covelo, a qual, como ainda muito bem se pode ver, fazia um joelho no cunhal da referida capela (Esta capela ainda conserva, como saudosa recordação, uma pequena cruz no pináculo da fachada e dois desmantelados campanários sem sinos).

      Faleceu o comerciante Covelo no ano de 1829 ou 1830 e o seu corpo ficou sepultado em mausoléu de pedra, na capela privativa da sua casa senhorial.

      O seu corpo desceu à sepultura envolvido em rico uniforme do seu posto de oficial (milícias?), levando espada com copos de ouro e vários outros adereços do mesmo precioso metal, tais como charlateiras, etc.

      O actual dono desta propriedade, com quem falámos para a obtenção destes informes, é o Sr. Isidro António Pereira Rocha Paranhos e conta hoje (1954) 70 anos de idade.

      A "Quinta" já vem de seu avô Manuel Pereira da Rocha Paranhos e passou a seu pai António Paranhos (falecido em 13/03/1936 com 85 anos de idade) que, comprando a parte dos irmãos, ficou seu único proprietário.

      Esta magnífica e vasta herdade, que teve, como vimos, diversas denominações, é hoje conhecida também por "Quinta do Paranhos", nome tomado dos seus últimos representantes.

sinto-me: Com tempo bem ocupado
música: 'A ouro e prata' FAUSTO
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publicado por caminheiro1 às 23:41

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